O Brasil entrou para o grupo dos três países mais atacados do mundo. Em 2025 o país registrou cerca de 754 bilhões de tentativas de ataque cibernético e concentrou 84% das tentativas da América Latina, enquanto o custo médio de uma violação de dados alcançou R$ 7,19 milhões. Este panorama reúne os números mais relevantes do ciclo 2025–2026, com as fontes, e o que eles significam para a sua empresa.

Compilamos os dados de relatórios públicos de referência (Fortinet, IBM/Ponemon, ESET, Redbelt e órgãos do setor) e os organizamos em uma leitura única, com a análise da Decripte. A atualização é periódica.

O cenário em números

A escala dos ataques ao Brasil cresceu de forma acentuada em 2025. Os indicadores de volume:

Indicador (2025)NúmeroFonte
Tentativas de ataque cibernético no ano~754 bilhõesFortinet (FortiGuard Labs)
Tentativas de DDoS743 bilhões (+119% a/a)FortiGuard Labs
Mês mais atacado (outubro/2025)198 bilhões de tentativasFortiGuard Labs
Participação do Brasil na América Latina84% das tentativasRelatórios setoriais 2025
Incidentes registrados no 1º semestre+100 milESET / WeLiveSecurity
Crescimento global de ataques+44% a/aCheck Point (via IBSEC)

O Brasil figura entre os três países mais visados do planeta — resultado de uma economia digital madura (Pix, open finance, e-commerce) combinada com superfície de ataque crescente e maturidade de defesa desigual entre empresas.

Quanto custa uma violação

Segundo o relatório Cost of a Data Breach 2025 (IBM/Ponemon Institute, 600 organizações globais, mar/2024–fev/2025), o custo médio de uma violação de dados no Brasil chegou a R$ 7,19 milhões — alta de 6,5% sobre os R$ 6,75 milhões de 2024. O custo varia fortemente por setor:

SetorCusto médio da violação (Brasil, 2025)
SaúdeR$ 11,43 milhões
FinançasR$ 8,92 milhões
ServiçosR$ 8,51 milhões
Média geral (todos os setores)R$ 7,19 milhões

O mesmo relatório aponta que inteligência de ameaças reduziu o custo médio em R$ 655 mil e a governança de IA em R$ 630 mil — mas 87% das organizações brasileiras não têm política de governança de IA e 61% não têm controles de acesso a IA. A lacuna entre quem investe em detecção e quem não investe é o que separa um incidente contido de uma crise milionária.

Ransomware

O ransomware seguiu como a ameaça de maior impacto financeiro. Em 2025 o Brasil contabilizou cerca de 35 mil incidentes de ransomware, e pelo menos 87 organizações brasileiras confirmaram comprometimento até outubro — já superando o total de 2024 (ESET/WeLiveSecurity; Redbelt). Casos isolados chegaram a R$ 400 milhões em prejuízos diretos e indiretos. A tendência é de dupla extorsão (criptografia + vazamento) e ataques via cadeia de suprimentos e fornecedores.

Vazamento de dados e credenciais

O Brasil ocupa a 7ª posição no ranking global de vazamento de dados e registrou um aumento de 24× nas violações de contas em 2024 sobre o ano anterior. Credenciais corporativas vazadas (via infostealers e bases de credential stuffing) são hoje um dos principais vetores de invasão — frequentemente o ponto de entrada que antecede ransomware e fraude. Monitorar a exposição de domínios, e-mails e credenciais na dark web deixou de ser opcional.

Phishing e fraude no Pix

O phishing continua sendo o vetor de engenharia social dominante:

  • 309 milhões de tentativas de phishing bloqueadas no Brasil — equivalente a 588 ataques por minuto, 24/7.
  • 28 milhões de fraudes envolvendo Pix, com perdas de R$ 2,7 bilhões — a maioria por engenharia social.
  • Operações coordenadas chegaram a desviar R$ 2,1 bilhões de intermediários de pagamento em um único trimestre.

O que esses números dizem para a sua empresa

Três leituras práticas do panorama:

  1. Não é questão de "se", e sim de "quando". Com 588 ataques de phishing por minuto e centenas de bilhões de tentativas/ano, toda empresa conectada é alvo — independentemente de porte ou setor.
  2. Detecção paga por si. Quem opera inteligência de ameaças e monitoramento contínuo reduz o custo de um incidente em centenas de milhares de reais. A diferença entre R$ 7 milhões e um susto contido está na visibilidade.
  3. O elo mais fraco é a exposição que você não enxerga. Credenciais vazadas e ativos esquecidos são a porta de entrada. Mapear a superfície de ataque externa é o primeiro passo.

É exatamente por isso que a Decripte oferece a Gestão de Ameaças gratuita: em cerca de 60 segundos, a varredura busca o CNPJ, os domínios e os e-mails corporativos da sua empresa em bases de credenciais vazadas, na dark web e em fontes de threat intelligence — mostrando o que já está exposto antes que vire incidente.

Metodologia e fontes

Os números deste panorama são compilados de relatórios públicos de referência e atualizados periodicamente pela equipe da Decripte. Principais fontes do ciclo 2025–2026:

  • IBM Security / Ponemon Institute — Cost of a Data Breach 2025 (recorte Brasil).
  • Fortinet / FortiGuard Labs — telemetria de tentativas de ataque no Brasil em 2025.
  • ESET / WeLiveSecurity — balanço de incidentes e ransomware no Brasil em 2025.
  • Redbelt Security — análise de ataques no Brasil em 2025.
  • Check Point Research — tendência global de ataques.

Os valores podem variar entre metodologias; quando há divergência entre fontes, priorizamos o relatório mais recente e de maior amostragem. Para citar este panorama, referencie "Panorama de Incidentes Cibernéticos no Brasil — Decripte".